Copo de 3

18 janeiro 2018

Santa Vitória Grande Reserva 2014


A Casa de Santa Vitória é uma empresa do Grupo Vila Galé focada na produção e comercialização de vinhos e azeites Alentejanos de qualidade. Localizada perto de Beja, é de onde sai este Grande Reserva 2014 criado a partir das castas, Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon e Syrah. O lote final esteve 14 meses em barricas novas de carvalho francês, após engarrafamento teve direito a mais um ano de repouso em garrafa. O preço ronda os 12€ por garrafa, num alentejano de boa estirpe, marcado pelos tons maduros da fruta vermelha acompanhada de notas de cacau, floral, conjunto muito compacto com um travo balsâmico que lhe dá frescura em fundo agreste e especiado. Encorpado e cheio de sabor, tom morno com apontamentos de geleia fresca, muito saboroso e final longo e persistente. Grande companhia à mesa com um cozido de grão. 91 pts

17 janeiro 2018

Quinta das Bágeiras Garrafeira 1995 1º Prémio


Criado na Quinta das Bágeiras (Bairrada) a partir de vinhas velhas da casta Baga localizadas em solo argilo-calcáreos. O vinho teve fermentação sem desengaço em pequenos lagares e um curto estágio no Tonel 3, com engarrafamento sem filtração em Janeiro de 1997 num total de 5200 garrafas. Este lote iria ser reconhecido pela Confraria dos Enófilos da Bairrada como o Melhor Vinho de 1995 ficando conhecido como o "1ºPrémio" uma vez que há outro Quinta das Bágeiras Garrafeira 1995. Apresenta uma enorme finesse num perfil bem clássico e acetinado, com notas vegetais/balsâmicas dadas pelo engaço, ligeira nota de madeira velha seguida de bombom de cereja com a fruta muito limpa (cereja, bagas silvestres) e envolvente que arredonda ligeiramente os cantos com grande frescura. Boca com muita finesse, num tinto que se impôe pela frescura da fruta ainda cheia de vigor e que se mostra saborosa e envolta numa fina capa balsâmica, tudo muito preciso, complexeo e com um longo final, onde parece morar um ligeiro toque terroso. Um grande tinto da Bairrada num grande momento de forma. 95 pts

Maria Izabel Vinhas da Princesa Vinhas Velhas Branco 2014


Um dos grandes projectos nascidos no Douro, a Quinta Maria Izabel, estende-se por 130 hectares numa das zonas, Folgosa do Douro, mais privilegiadas da região. A palavra de ordem é qualidade e o investimento foi feito nesse mesmo sentido, Dirk Niepoort foi o nome escolhido para tomar conta dos vinhos ali criados. Espectativas em alta e que se confirmam ao ter no copo as primeiras criações. Este é o topo de gama dos brancos, oriundo de vinhedo muito velho onde moram as castas Rabigato, Códega, Verdelho e Malvasia Fina, com direito a passagem muito criteriosa por madeira, resultante um grande vinho branco vendido a rondar os 40€. Muita classe num aroma cativante e de refinada complexidade num conjunto com muita frescura, sensação de cremosidade esbatida com notas de fruta de caroço, citrinos e fundo mineral. Amplo e elegante no palato, com fruta muito limpa envolta numa acidez de grande nível, grande estrutura de suporte com rasto seco e mineral num final longo. 94 pts

16 janeiro 2018

Quinta do Valdoeiro Chardonnay 2016



As Caves Messias têm vindo a reformular a sua gama de vinhos, neste caso o Chardonnay da Quinta do Valdoeiro (Bairrada) surge com novo rótulo. O vinho tem uma ligeira passagem por madeira, mostra-se com boa elegância e uma nota aromática centrada na fruta de pomar bem limpa e madura. Num conjunto sem excessos na exuberância, tem passada firme e precisa, com uma boa estrutura de boca onde a frescura comanda a sua passagem de corpo e final mediano. O preço ronda os 8€ num branco com um comportamento exemplar à mesa, com por exemplo um arroz de tamboril. 90 pts

15 janeiro 2018

Quinta do Cardo Reserva Chardonnay 2015


Não sendo novidade, este Reserva Chardonnay 2015 é um dos belíssimos vinhos recentemente lançados pela renovada Quinta do Cardo (Beira Interior). Os vinhos deste produtor faz muito que andam no mercado e nos copos dos apreciadores, estando bem patente na memória de muitos o Quinta do Cardo Síria que durante anos se foi destacando pelos aromas diferenciadores que a casta manifesta naquele local. Este é o Reserva Chardonnay, vinho que fermentou e estagiou durante 10 meses em barricas, resultando apenas 1700 garrafas vendidas a coisa de 15€. Perfil bem fresco e sério, descritores da casta bem presentes com a fruta de pomar, ananás, ligeira baunilha com toque de pão torrado, fundo fresco e com notas de pederneira. Boa presença na boca, fresco, ligeira untuosidade num conjunto muito elegante e pronto a brilhar à mesa. 92 pts

10 janeiro 2018

Quinta do Noval 2007


O primeiro lançamento deste Quinta do Noval nasceu com a colheita de 2004, este 2007 é a terceira e nasce de um blend de Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinto Cão das mesmas vinhas que dão origem aos afamados Portos. Por ele já passou uma década, foram 10 anos de repouso no escuro da garrafeira, o vinho mostra-se com um bouquet fantástico, afinado, fresco e a invocar um Douro magestoso e de excelência. Preciso e de aromas bem frescos, muita fruta escura com cereja, amora e mirtilo a darem o mote de entrada para os aromas de ervas de cheiro, balsâmico, pimenta rosa, chocolate preto, tabaco seco num fundo terroso/mineral. Grande afirmação de um conjunto amparado por uma belíssima frescura que lhe dá vida na boca, elegância e força com tudo novamente muito bem definido, desfile da fruta madura e suculenta, apimentado e terroso, com final de boa memória. Um belíssimo vinho que está para durar. 95 pts

09 janeiro 2018

Quinta da Leda 2015

Rumamos ao Douro, mais propriamente à Quinta da Leda da Casa Ferreirinha onde nasce este Quinta da Leda 2015 com preço que ronda os 35€. Nascido naquele que é o berço do Barca Velha, este tinto robusto e cheio de energia mostra uma fruta negra (ameixa, framboesa, amora) carnuda e sumarenta que despoleta uma explosão de aromas e sabores durante a prova. O conjunto muito coeso que vai mostrando notas especiadas, balsâmico, esteva com madeira nova a marcar o fundo, numa austeridade com gulodice se assim podemos dizer. Está para durar e na boca mostra-se cheio de sabor mas também com um fundo onde a austeridade e os taninos parecem querer ter direito a mais um tempo de descanso para organizarem as ideias. Para já é vinho que precisa de pratos de bom tempero, uma barriga de porco assada lentamente no forno será sempre uma excelente escolha. Será curioso voltar a ele daqui por uma década. 95 pts

08 janeiro 2018

José de Sousa Mayor 2015


A Adega José de Sousa Rosado Fernandes existe desde 1878, foi adquirida pela José Maria da Fonseca em 1986 e possui 114 talhas, onde é realizado um método de fermentação ancestral. Após a fermentação, o vinho tem uma maceração pelicular de 4 semanas, seguido do qual estagia 9 meses em cascos de madeira nova de carvalho francês. O lote de castas é composto por 58% Grand Noir, 30% Trincadeira, 12% Aragonês e o resultado final desde os anos 90 que tem vindo a conquistar apreciadores. Surge na colheita 2015 com nova roupagem, o preço ronda os 22€, mas o seu inquilino mantém o mesmo traço de qualidade que desde sempre nos tem acostumado. Conjuga frescura com a opulencia e gulodice da fruta bem carnuda a pingar notas de geleia, madeira integra num bouquet aprumado e distinto, com nota balsâmica de fundo. Na boca tem pujança necessária para durar uns bons anos em cave, mas também para se beber com muito prazer neste momento. Brilha alto com umas presas de porco preto grelhadas no carvão. 93 pts

05 janeiro 2018

Fonseca Tawny 10 Anos


Segundo informa a casa Fonseca, durante o mês de janeiro, depois de cada vindima, a Fonseca separa uma reserva de vinhos do Porto de qualidade Vintage, muito concentrados e potentes. Estes vinhos são selecionados fundamentalmente a partir das próprias quintas da empresa e avaliados segundo o seu potencial de envelhecimento. São estes vinhos que à medida que vão envelhecendo, vão ficando mais aloirados fruto do processo de oxidação no casco. Um Tawny 10 Anos é por isso um vinho cujo lote final tem uma média de permanência em casco de 10 anos, podendo haver lotes mais velhos e outros mais novos neste puzzle perfeitamente montado. Surge com notas de fruta em geleia, frescura com notas soltas de frutos secos, muito bolo inglês, madeira velha num todo muito elegante e cheio de energia. Boca com grande presença da fruta com ameixa em passa, fruto seco em segundo plano, grande equilibrio entre frescura/doçura num final seco e pronunciado. É um valor seguro entre os Porto 10 Anos, o preço ronda os 20€. 91 pts

Pêra-Grave Reserva 2014


Nasce em Évora na Quinta de São José de Peramanca este Pêra-Grave Reserva 2014 cujo preço ronda os 20€ por garrafa na loja do produtor. As lides da Quinta estão a cargo da família Grave, enquanto que a enologia é de Nuno Cancela de Abreu. As castas que lhe compoem o lote são Syrah, Touriga Nacional e Alicante Bouschet que tiveram passagem de 12 meses em barricas de carvalho. O vinho para além de bastante elegante mostra-se com um perfil aromático muito próprio, bastante perfumado e solto, com notas de violeta e fruta escura bem madura (ameixa, amora, framboesa) envolta em ligeira compota com travo da madeira, café em grão e especiaria. Boca com boa presença, saboroso, fruta bem fresca a marcar a prova num final médio/longo. Uma surpresa que se revelou bastante agradável. 91 pts

04 janeiro 2018

Kopke Colheita 1965


A Casa Kopke, fundada em 1638 por Christiano Kopke, é a mais antiga casa de Vinho do Porto e faz parte desde 2006 da Sogevinus. Os Colheita desta casa são exemplo do que de melhor esta categoria de Vinho do Porto nos tem para mostrar. São vinhos capazes de tornar qualquer noite num momento único. Este Colheita 1965 é disso exemplo, com uma evolução no copo fascinante, tanto pela capacidade com que se desdobra em camadas de aromas e sabores, como pela qualidade e pureza daquilo que vai mostrando qual catálago bem aprimorado. O tom é aconchegante e ao mesmo tempo fresco, sempre num toque de caramelo salgado com tons de fruta passa e fruto seco torrado, licor, caixa de especiarias com notas de madeira  velha... Na boca mostra-se luxuoso, com uma belíssima acidez que o envolve, tudo muito equilibrado num final interminável e sedutor. 97 pts

Anselmo Mendes Parcela Única 2013



Durante anos o Muros de Melgaço apresentou-se como topo de gama, hoje continua a ser um excelente vinho mesmo com as novas criações do mestre Anselmo Mendes. De entre todas o Parcela Única cedo chamou para si o trono destinado ao grande vinho daquela casa, hoje concorre com o Tempo, mas é com todas as certezas um dos grandes brancos nacionais. O nome diz tudo, é vinho feito de uma única parcela da casta Alvarinho, a que mais se destaca e a que melhor se comporta, depois é esperar que nos caia no copo. Por aqui o que se encontra é um branco muito focado, preciso e ao mesmo tempo com uma perfumada e delicada complexidade, dotado de um excelente equilibrio, embalado por uma acidez mandona  de travo seco e mineral que o fazem perdurar na boca. Ali pelo meio apanhamos um toque de favo de mel, geleia de pêssego e muitas ervas aromáticas acabadinhas de cortar. O tempo que já passou por este 2013 apenas lhe deu asas para voar ainda mais alto, um vinho fantástico com um preço a rondar os 25€. 96 pts
 
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